QUANTO MAIOR O RISCO, MAIOR A RECOMPENSA…

WhatsApp Image 2018-10-12 at 15.09.34Em 2007 tive o meu primeiro contato com alguns halteres e barras numa sala de musculação. Isso foi com 16, 17 anos em uma cidadezinha no interior de Minas Gerais.

Um cara com 1,95m e 67kg não era considerado atlético, né?

O tronco esguio com as pernas e braços muuuuito finos também não chamava muito a atenção por onde passava. Então a grande solução foi a musculação, algo que gostei de fazer prontamente.

Na escola sempre fiquei entre a média e abaixo dela, até porque não gostava de fazer o que todos faziam, estudar as mesmas matérias, por mais didáticos que fossem os professores. A curiosidade sempre foi algo latente na minha vida, então fazer o que todos faziam me deixava meio emputecido. Isso foi totalmente diferente com a musculação.

Desde garoto falava com meus pais sobre fazer algo que eu gostasse e que me deixasse rico, ou ambos. Ai que fiz a primeira cagada da minha vida que foi sair de casa com dezoito anos recém completados, sem estudos, sem maturidade, cheio de certezas e pouca vivência real. Foi o melhor aprendizado da minha vida. Como os mais velhos costumam dizer, “ou aprende pelo amor ou pela dor”. O amor é excelente, mas nunca vai superar uma boa cabeçada.

Depois de seis meses morando em outra cidade com dois amigos, resolvi que precisava fazer um curso superior, e como a musculação me fazia muito bem (ai eu já tinha melhorado muito o meu corpo, considerando o quão magro era!), nada mais lógico do que optar por cursar Educação Física.

Cursar Educação Física foi uma escolha muito boa, mas que algumas pessoas olhavam com certo desdém, talvez pelo pouco prestígio da profissão, ou por pensarem apenas naquele cara andando pela rua de shorts, tênis e camiseta regata. Como não me importo muito com a opinião alheia, meti bronca.

Fiz exatamente o oposto do que fazia na escola. Fui um bom aluno, com notas mais altas (mas não o melhor da turma!), estudava para as provas, curtia estar na faculdade, fiz amizades que cultivo até hoje.

No quinto período do curso (o bacharelado tem oito períodos e eu tive que cumprir duas dp’s, mas conto isso em outro post), consegui um estágio remunerado em outra cidade, na melhor academia, com grande possibilidade de crescimento como personal trainer. Me mudei para morar em uma república com o mesmo amigo que havia me acolhido na primeira aventura sozinho. Passei por um período financeiro bem complicado, porque meu estágio me pagava R$ 350,00, e só o aluguel e o transporte para a faculdade me custavam isso, então meus pais me ajudavam como podiam com a parte de alimentação.

Foram seis meses no estágio até decidir que iria tentar fazer um curso de mestrado em outra cidade, já que eu ia fazer apenas a licenciatura em Educação Física e partir para a área acadêmica (a licenciatura tem apenas seis períodos de curso). NÃO PASSEI NA PROVA DO MESTRADO e de quebra reprovei em uma disciplina no último período do curso por “apenas” uma falta. Nas notas tinha passado com 9,0.

Enfiei o rabo no meio das pernas e pedi meu estágio de volta. Fui realocado numa nova unidade da mesma academia e passei de estágiário para coordenador da sala de musculação. Devo ter feito algo de muito certo, pois pulei a parte de ser professor de musculação para uma função que jamais pensei alcançar. Foram três anos como coordenador da sala de musculação, muito conhecimento, muito aprendizado e muitos problemas. Tudo foi muito válido!

Em 2013 decidi caminhar com minhas próprias pernas, até porque tinha que finalizar o bacharelado, algo que estava enrolando demais para fazer. Pedi demissão, larguei a certeza de um salário no início do mês e decidi me tornar personal trainer, atividade que desenvolvo até hoje.

Hoje são cinquenta trainees, entre presenciais, semi-presenciais e atendimento on-line. Arrisquei, troquei o certo pelo duvidoso e jamais me arrependi disso. Assumi o risco já pensando na enorme recompensa.

Hoje escrevo para você pelo fato de tentar mostrar que é possível. Que você é muito mais capaz do que realmente pensa que é. Deixe a negatividade e a opinião dos outros de lado. Apenas vá e faça!

 

Fábio Almeida

3 comentários em “QUANTO MAIOR O RISCO, MAIOR A RECOMPENSA…”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s