O dia em que decidi “trancar” o mestrado…

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A imagem é de uma aula de Fisiologia e Fisiopatologia do Sistema Respiratório na Universidade Federal de Alfenas, Minas Gerais, local onde dei início ao meu curso de mestrado.

Como disse no post anterior, eu deixei meu estágio na sala de musculação para tentar ingressar no mestrado, não conseguindo por algumas vezes. Pra ser sincero, foram cinco tentativas até conseguir entrar na universidade que eu queria, na linha de pesquisa que eu queria e com o professor orientador que eu queria.

Quando entrei no site para ver se tinha sido aprovado, já sem muita esperança recebi palavras de apoio da minha esposa… PASSEI, PORRA!

Mas foi uma sensação engraçada, sem muita felicidade. Rolou apenas aquela coisa de dever cumprido.

Aprovado para ingressar no curso, marquei uma reunião com o meu orientador para decidir o que eu iria estudar de fato. Como o mestrado é em Medicina II e eu sou professor de Educação Física, sabia que viria um período foda de estudos pela frente. Decidimos estudar os “marcadores genéticos e fenotípicos da performance física em atletas de alto rendimento”. Nome grande, bonito e vistoso (e difícil pra caralho de estudar).

Tentei lembrar das aulas do ensino médio sobre genética, aí vi que não sabia literalmente nada sobre o tema, ainda mais na profundidade que é exigida no mestrado.

Durante o curso dos créditos obrigatórios em forma de disciplinas, vi que não era tão difícil quanto parecia, exceto pelo fato de eu ter aproximadamente 25 trainees presenciais e algumas poucas assessorias semipresenciais e on-line, o que me custava em torno de doze, quatorze horas por dia de trabalho, além da viagem até Alfenas, que me custava outras duas horas. Ou seja, nos dias que tinha as disciplinas para cumprir, não existia vida.

Cumpri todos os créditos, comecei a estudar sobre genética (mas isso não quer dizer que deixou de ser complexo), comecei a escrever o meu primeiro artigo para publicação e… decidi trancar o mestrado.

Por que?

Primeiro pela grana, que quando eu estava em Alfenas além de eu deixar de ganhar eu também gastava. Até então eu não tinha lido nenhum livro sobre finanças pessoais e tinha acabado de sair de uma dívida de R$ 40.000,00 com o banco, que deixou meu nome sujo por quatro longos anos.

Segundo porque eu vi que não era isso que realmente importava. O que mais me moveu para ingressar no mestrado não foi o título ou a área acadêmica, mas sim o desafio de passar numa prova que eu falhei outras quatro vezes. Eu sabia que era capaz e queria mostrar isso para mim mesmo.

Terceiro e talvez o mais importante foi uma conversa que tive com um casal de amigos. Os dois extremamente empreendedores que me mostraram uma imensa possibilidade tanto de ganho financeiro quanto pessoal e profissional.

Depois de trancar o mestrado também escolhi trabalhar menos de forma presencial e investir em mim mesmo. Quero aprender sobre finanças pessoais (já sai da dívida com o banco e hoje invisto dinheiro), quero aprender sobre mindset, coaching e mentoring, quero aprender o que puder aprender com quem estiver disposto a ensinar, independente do tema de estudo e o mais importante, QUERO EMPREENDER!

Pode até parecer uma loucura, mas foi uma loucura totalmente pensada, totalmente estudada, até por isso que foi um trancamento, não uma desistência. Até janeiro de 2019 vou decidir se retorno ou não para o mestrado, mas até lá quero aprender muito, ler muito e investir ainda mais no meu desenvolvimento pessoal.

Indico isso fortemente para quem busca uma vida além da mediocridade. Invista em você, no seu desenvolvimento pessoal, no seu mindset. SEJA O MÁXIMO QUE VOCÊ PUDER SER!

Fábio Almeida

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