A perspectiva de ser um personal trainer de sucesso…

Homem pensando

Trabalho desde 2007 com musculação, e há sete anos como personal trainer. Nesta caminhada já desenvolvi treinso para muitos clientes, desde jovens na pré-puberdade até jovens da melhor idade. “Perdi” vários clientes por não saber lidar com situações variadas e ainda os perco, pelos mais variados motivos, mas com o passar dos anos vi que minha personalidade não é das mais fáceis de lidar, meu humor era e ainda é (bem menos que antes) variável, entre outras coisas.

Sempre fui um cara curioso. Sempre quis aprender mais sobre temas que iriam fazer a diferença no trabalho e produto que eu ofertava, e cometi o erro de achar que um serviço ou produto de qualidade era o suficiente para ser acima da média.

Aí vem uma frase do grande Pedro Superti:

“QUALIDADE NÃO É UM DIFERENCIAL. QUALIDADE É OBRIGAÇÃO!”

Sempre observando como outros profissionais trabalhavam e trabalham, vi que a qualidade do trabalho ofertado era inferior ao que eu queria caso fosse um cliente que estivesse buscando um treinador. Muitos aplicando seus treinos apenas como acompanhantes, contadores de repetição, sentados e sem sequer utilizar um relógio ou timer para cronometrar as pausas dos seus trainees. Mas mesmo com este tipo de atendimento, todos estes profissionais tinham agendas quase lotadas e com um preço igual ou até superior ao que eu cobrava. Por quê?

Acredito eu que pelo fato destes profissionais, mesmo que de forma inconsciente, não vendessem treinamento personalizado, mas sim um acompanhamento, uma boa conversa, ou mesmo apenas uma vaga ideia de que treinamento personalizado é apenas montar máquinas e contar repetições. Aprendi também que ser bom não necessariamente está atrelado ao fato de ser bem pago.

Gosto muito do exemplo da Nike que não vende tênis, bolas, camisas, mas sim um estilo de vida. Um estilo de liberdade que só quem usa os seus produtos alcança.

Nem você e nem eu sabemos quantos fios de algodão tem o cadarço dos tênis, ou mesmo a composição do couro de uma bola Nike, mas sabemos que os produtos oferecem uma sensação de liberdade, de estilo diferenciados.

Uso o mesmo exemplo da Omo, que não vende mais produtos de limpeza, mas sim a liberdade de poder se sujar.

Perceba que assim como a Nike e a Omo, o personal trainer não necessariamente vende apenas treinamento personalizado, mas sim um acompanhamento, alguém que você possa contar sobre seu dia, sua rotina e até mesmo ideias e projetos. Percebi que é comum a aproximação entre treinador e trainee, criando um forte laço de amizade, e que consequentemente isso tende a afetar a qualidade do produto que está sendo ofertado.

Não sei até onde isso é bom ou ruim, mas sinto a imensa necessidade da diferenciação, de criar algo que saia do estilo comum de treinos. Ideias não faltam, anotações tenho aos montes, agora é investir no momento e fazer algo de forma surpreendente.

Bora pra cima!

Fábio Almeida

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