3 hábitos que eu adquiri e que foram excelentes para minha mudança de mindset…

WhatsApp Image 2018-10-31 at 20.33.25

Sou um apaixonado por performance humana. Não só física, mas também mental. Meus últimos esforços estão totalmente voltados para a aprendizagem de um conteúdo que possa me guiar ao máximo de performance e produtividade, seja em atividades profissionais, seja em atividades pessoais. O que importa é sempre estar “voando”.

Para isso, nada mais certo do que estudar quem já está nessa área. Então procuro professores, acadêmicos, coach’s, mentores. Todos que de alguma forma possam me ajudar a atingir o meu objetivo.

Quando pensamos em pessoas bem-sucedidas, vemos que muitos fazem a mesma coisa. A mesma rotina matinal, exercícios, hábitos saudáveis, ou seja, a grande maioria segue um padrão.

Analisando isto, decidi estudar a rotina de algumas destas pessoas e também ajustar a aplicar a minha realidade.

Com certeza em pouco tempo tive melhoras mais do que significativas em questão de tempo e produtividade, além de maior sensação de satisfação e recompensa.

Vou compartilhar estes três hábitos com você, meu leitor:

 

  1. SE AJUSTAR PARA ACORDAR BEM CEDO…

A grande maioria não segue uma rotina pela manhã. Se chega o final de semana, bora desligar o despertador e acordar 13h. Durante a semana parecem zumbis, que demoram mais de trinta minutos para saber onde estão e o que estão fazendo lá.

Hoje minha rotina consiste em acordar 04h50, o que não foge muito da minha realidade dos últimos sete anos, devido a minha agenda de atendimento como personal trainer. Entretanto o relógio está programado para despertar TODOS OS DIAS, MESMO AOS FINAIS DE SEMANA. E o que eu faço acordando tão cedo nos finais de semana?

Leio, estudo, organizo minha semana seguinte, organizo meu diário, faço tudo que seja relacionado a cognição. Quando todo mundo está acordando para iniciar o dia, eu já cumpri todas as tarefas da minha agenda, então é só lazer.

Experimente!

 

  1. CUMPRA COM SUAS TAREFAS ANTES DO LAZER…

Por mais tentador que seja assistir uma maratona de filmes no domingo chuvoso, cumpra com suas tarefas. Se você tem como o objetivo correr pela manhã, corra pela manhã. Se você tem trabalho inacabado da escola, pesquise, estude e finalize o trabalho da escola.

Lembre-se que o sucesso está em pequenas tarefas que ocorrem diariamente. Ao cumprir com suas tarefas, a sua maratona de filmes ou o que preferir tem um gostinho de vitória.

Experimente!

 

  1. NÃO RECLAME DE NADA…

Essa para mim é a mais difícil.

Pare para analisar quantas vezes você já reclamou de algo hoje. Garanto que alguma coisa o incomodou e você reclamou.

Eu mesmo reclamo quando está muito sol, mas também reclamo do frio. Reclamo quando estou atrasado, mas também reclamo de estar muito adiantado. Reclamo o tempo todo, mas agora com uma frequência muito menor. Minha sugestão é que você mude a maneira com que enxerga o contexto.

Se você bateu o dedo no sofá pela manhã, ao invés de reclamar lembre-se que tem alguém por aí que sequer tem os dedos. Se o seu forro tem uma goteira, pense que muitos sequer tem um teto para se proteger. Mude a maneira com que enxerga o contexto.

Experimente!

 

Perceba que os três hábitos não são nada difíceis. Basta aplicá-los diariamente que muito rápido deixam de ser uma exceção e se tornam uma regra.

 

Fábio Almeida

 

Disciplina é a chave para a liberdade…

Jocko Willink

O título é uma frase de Jocko Willink, Navy Seal aposentado (os Seal’s são a elite da marinha norte americana), que hoje tem um podcast sobre liderança, motivação e outros temas relacionados.

Há duas, três semanas eu nunca tinha ouvido falar dele, mas lendo “Ferramentas dos Titãs” achei sua história fantástica, então decidi estudar um pouco mais sobre o seu trabalho. Inclusive recomendo fortemente a sua palestra no TEDx “Extreme Ownership”. São só treze minutos de vídeo, mas com uma narrativa fantástica que te fará pensar de maneira diferente sobre o que é liderança.

Eu nunca tive problemas com motivação. Sempre me senti bem, mas claro, também tive momentos de baixa. Creio que o problema que eu tento sanar e, em parte já consegui, seja a disciplina.

A disciplina está diretamente relacionada com o sucesso de uma determinada tarefa, então cultivá-la é algo extremamente necessário.

Na minha experiência como treinador, o que mais vejo é a falta de disciplina. Quer ver?

Trainee – “Fabão, decidi que vou ao Nutricionista para ajustar minha dieta. O que você acha?”

Eu – “Poxa cara, acho fantástico. Mas lembre-se que o Nutricionista vai lhe dar um plano. Quem deve segui-lo é você.”

Dois ou três dias depois:

Eu – “E ai, como está a dieta?”

Trainee – “Ahhhhhh, aquele profissional que você me indicou não sabe nada. Puta dieta difícil que ele passou. Não consigo fazer aquilo.”

Eu – “Mas ele não fez uma consulta contigo? Ele não questionou o que você pode ou não comer, gosta ou não, rotina atual?”

Trainee – “Sim. Eu fiquei uma hora e meia com ele no consultório. Na dieta tem tudo que eu gosto, mas não consigo fazer.”

O que falta para este trainee?

DISCIPLINA.

Lembre-se que alguém pode até abrir a porta, mas quem deve ultrapassá-la é você. Não cabe ao Treinador, ao Nutricionista, Médico ou Fisioterapeuta fazerem por você. Nós apenas desenvolvemos a ferramenta adequada para o seu objetivo e necessidade. Se você vai usá-la ou não sou outros quinhentos.

Lembre-se: DISCIPLINA É A CHAVE PARA A LIBERDADE!

A perspectiva de ser um personal trainer de sucesso…

Homem pensando

Trabalho desde 2007 com musculação, e há sete anos como personal trainer. Nesta caminhada já desenvolvi treinso para muitos clientes, desde jovens na pré-puberdade até jovens da melhor idade. “Perdi” vários clientes por não saber lidar com situações variadas e ainda os perco, pelos mais variados motivos, mas com o passar dos anos vi que minha personalidade não é das mais fáceis de lidar, meu humor era e ainda é (bem menos que antes) variável, entre outras coisas.

Sempre fui um cara curioso. Sempre quis aprender mais sobre temas que iriam fazer a diferença no trabalho e produto que eu ofertava, e cometi o erro de achar que um serviço ou produto de qualidade era o suficiente para ser acima da média.

Aí vem uma frase do grande Pedro Superti:

“QUALIDADE NÃO É UM DIFERENCIAL. QUALIDADE É OBRIGAÇÃO!”

Sempre observando como outros profissionais trabalhavam e trabalham, vi que a qualidade do trabalho ofertado era inferior ao que eu queria caso fosse um cliente que estivesse buscando um treinador. Muitos aplicando seus treinos apenas como acompanhantes, contadores de repetição, sentados e sem sequer utilizar um relógio ou timer para cronometrar as pausas dos seus trainees. Mas mesmo com este tipo de atendimento, todos estes profissionais tinham agendas quase lotadas e com um preço igual ou até superior ao que eu cobrava. Por quê?

Acredito eu que pelo fato destes profissionais, mesmo que de forma inconsciente, não vendessem treinamento personalizado, mas sim um acompanhamento, uma boa conversa, ou mesmo apenas uma vaga ideia de que treinamento personalizado é apenas montar máquinas e contar repetições. Aprendi também que ser bom não necessariamente está atrelado ao fato de ser bem pago.

Gosto muito do exemplo da Nike que não vende tênis, bolas, camisas, mas sim um estilo de vida. Um estilo de liberdade que só quem usa os seus produtos alcança.

Nem você e nem eu sabemos quantos fios de algodão tem o cadarço dos tênis, ou mesmo a composição do couro de uma bola Nike, mas sabemos que os produtos oferecem uma sensação de liberdade, de estilo diferenciados.

Uso o mesmo exemplo da Omo, que não vende mais produtos de limpeza, mas sim a liberdade de poder se sujar.

Perceba que assim como a Nike e a Omo, o personal trainer não necessariamente vende apenas treinamento personalizado, mas sim um acompanhamento, alguém que você possa contar sobre seu dia, sua rotina e até mesmo ideias e projetos. Percebi que é comum a aproximação entre treinador e trainee, criando um forte laço de amizade, e que consequentemente isso tende a afetar a qualidade do produto que está sendo ofertado.

Não sei até onde isso é bom ou ruim, mas sinto a imensa necessidade da diferenciação, de criar algo que saia do estilo comum de treinos. Ideias não faltam, anotações tenho aos montes, agora é investir no momento e fazer algo de forma surpreendente.

Bora pra cima!

Fábio Almeida

Eleja mentores…

Post 3

No post anterior expliquei o porquê decidi trancar o meu curso de mestrado. Vi que realmente não era o que eu estava buscando, exceto o desafio da aprovação.

Agora quero mostrar para você que é muito bom dar um passo rumo ao objetivo, mas antes de tudo saiba exatamente o que quer fazer para não ficar dando volta em torno do próprio rabo.

Como eu já sei o que quero foi mais fácil, mas nem todo mundo está alinhado com um determinado propósito.

Para você ter uma ideia, há alguns anos eu achava que meu maior objetivo era ficar rico, milionário, bilionário se possível. Hoje, depois de algumas boas cabeçadas, vi que esse é um objetivo muito pequeno (nada contra quem pense apenas no dinheiro, até porque não sou hipócrita). E se além de eu ser rico, ter uma boa vida, proporcionar uma vida tranquila para minha esposa e meus futuros filhos, eu também possa proporcionar riqueza para outros, para quem também queira sair da mediocridade que é “implantada” na nossa cabeça desde pequenos?

Ai ferrou com tudo, porque além de querer gerar mais riqueza pra mim, eu quero que outros também sejam capazes de gerar riqueza para si mesmos e para outros ao redor. E como eu posso ajudar com isso?

Sinceramente eu ainda não sei, mas já estou alinhando algumas ideias e me aproximando de pessoas que realmente possam me ajudar.

O que facilitou muito a clareza das minhas ideias foi escolher alguns mentores. Estes mentores não necessariamente sabem que me orientam, mas eu sei o que eles fizeram, fazem e podem fazer. São pessoas que de alguma forma ajudam outras pessoas com os seus objetivos.

Na imagem estou lendo um livro do Tony Robbins, um cara que elegi como mentor. O fato dele se preocupar em ajudar e desenvolver pessoas me deixa pasmo, abismado. Se um dia ele decidir mudar a direção do seu objetivo, eu deixo de tê-lo como mentor, sem que haja nenhum ônus. Percebe como é fácil escolher mentores que possam ajudar?

Sugiro que você eleja três, quatro mentores, ou quantos forem necessários para fazer mudar suas atitudes, então estude-os. Leia sobre seus mentores, o que eles fazem, para que e para quem eles fazem, se estão de acordo com os seus ideais, depois é só ir pra cima.

Não quero que você pense que é fácil mudar, até porque se você não quiser, nem eu nem ninguém vai fazer com que você mude. Mas quero apenas que você pense que a mudança pode trazer benefícios para você e para quem está ao seu redor.

BORA PRA CIMA?

Fábio Almeida

O dia em que decidi “trancar” o mestrado…

Post 2

A imagem é de uma aula de Fisiologia e Fisiopatologia do Sistema Respiratório na Universidade Federal de Alfenas, Minas Gerais, local onde dei início ao meu curso de mestrado.

Como disse no post anterior, eu deixei meu estágio na sala de musculação para tentar ingressar no mestrado, não conseguindo por algumas vezes. Pra ser sincero, foram cinco tentativas até conseguir entrar na universidade que eu queria, na linha de pesquisa que eu queria e com o professor orientador que eu queria.

Quando entrei no site para ver se tinha sido aprovado, já sem muita esperança recebi palavras de apoio da minha esposa… PASSEI, PORRA!

Mas foi uma sensação engraçada, sem muita felicidade. Rolou apenas aquela coisa de dever cumprido.

Aprovado para ingressar no curso, marquei uma reunião com o meu orientador para decidir o que eu iria estudar de fato. Como o mestrado é em Medicina II e eu sou professor de Educação Física, sabia que viria um período foda de estudos pela frente. Decidimos estudar os “marcadores genéticos e fenotípicos da performance física em atletas de alto rendimento”. Nome grande, bonito e vistoso (e difícil pra caralho de estudar).

Tentei lembrar das aulas do ensino médio sobre genética, aí vi que não sabia literalmente nada sobre o tema, ainda mais na profundidade que é exigida no mestrado.

Durante o curso dos créditos obrigatórios em forma de disciplinas, vi que não era tão difícil quanto parecia, exceto pelo fato de eu ter aproximadamente 25 trainees presenciais e algumas poucas assessorias semipresenciais e on-line, o que me custava em torno de doze, quatorze horas por dia de trabalho, além da viagem até Alfenas, que me custava outras duas horas. Ou seja, nos dias que tinha as disciplinas para cumprir, não existia vida.

Cumpri todos os créditos, comecei a estudar sobre genética (mas isso não quer dizer que deixou de ser complexo), comecei a escrever o meu primeiro artigo para publicação e… decidi trancar o mestrado.

Por que?

Primeiro pela grana, que quando eu estava em Alfenas além de eu deixar de ganhar eu também gastava. Até então eu não tinha lido nenhum livro sobre finanças pessoais e tinha acabado de sair de uma dívida de R$ 40.000,00 com o banco, que deixou meu nome sujo por quatro longos anos.

Segundo porque eu vi que não era isso que realmente importava. O que mais me moveu para ingressar no mestrado não foi o título ou a área acadêmica, mas sim o desafio de passar numa prova que eu falhei outras quatro vezes. Eu sabia que era capaz e queria mostrar isso para mim mesmo.

Terceiro e talvez o mais importante foi uma conversa que tive com um casal de amigos. Os dois extremamente empreendedores que me mostraram uma imensa possibilidade tanto de ganho financeiro quanto pessoal e profissional.

Depois de trancar o mestrado também escolhi trabalhar menos de forma presencial e investir em mim mesmo. Quero aprender sobre finanças pessoais (já sai da dívida com o banco e hoje invisto dinheiro), quero aprender sobre mindset, coaching e mentoring, quero aprender o que puder aprender com quem estiver disposto a ensinar, independente do tema de estudo e o mais importante, QUERO EMPREENDER!

Pode até parecer uma loucura, mas foi uma loucura totalmente pensada, totalmente estudada, até por isso que foi um trancamento, não uma desistência. Até janeiro de 2019 vou decidir se retorno ou não para o mestrado, mas até lá quero aprender muito, ler muito e investir ainda mais no meu desenvolvimento pessoal.

Indico isso fortemente para quem busca uma vida além da mediocridade. Invista em você, no seu desenvolvimento pessoal, no seu mindset. SEJA O MÁXIMO QUE VOCÊ PUDER SER!

Fábio Almeida